Vírus é utilizado para produzir nanopartículas

Com os avanços cada vez mais promissores da Nanotecnologia, o
pesquisador Tam Triet Ngo-Duc, da Universidade da Califórnia em Riverside,
utilizou um vírus para um excelente propósito em prol desta ciência:
transformou-os em operários capazes de capturar átomos de ouro e
transformá-los em esferoides a fim de otimizar a qualidade e a consistência
destas nanopartículas.
O vírus utilizado neste experimento foi o bacteriófago M13, que passou
por uma série de modificações genéticas para atuar como esperado pelos
pesquisadores. Segundo a professora Elaine Habeber, coordenadora da
equipe, esse trabalho visa copiar e aprimorar processos já utilizados pela
natureza, uma vez que esta organiza e aprimora nanoestruturas desde tempos
remotos. Desta forma, os pesquisadores conseguem modificar e organizar
moléculas de diversas formas, construindo materiais cada vez mais avançados
e com alto desempenho.
O processo de otimização do vírus ocorre pois este ganha “braços”
capazes de ligar-se a um hospedeiro que tenha afinidade molecular com sua
estrutura, no caso, bactérias. Deste modo, os receptores do vírus ligam-se às
bactérias e estas acabam envolvidas por um objeto de mesmo tamanho e
forma do vírus. A novidade em torno do experimento consiste em um molde
viral que ultrapassa as restrições geométricas naturais da estrutura do vírus.
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